quinta-feira, 10 de março de 2011

Teorias Sobre o Início do Universo Podem Ser Revistas

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Astrofísicos descobriram grupos de galáxias distantes que parecem “jovens”, apesar de serem “maduras”, o que pode obrigar uma revisão das teorias do início do Universo, segundo estudo divulgado nesta quarta-feira (9) pela American Association for the Advancement of Sciences (AAAS, na sigla em inglês). “Medimos a distância até os grupos de galáxias mais distantes jamais encontrados”, afirmou Raphael Gobat, que liderou a pesquisa do Observatório Europeu do Sul. “O surpreendente é que muitas delas não se parecem às usuais galáxias com estrelas em formação observadas no princípio do Universo”, disse Gobat. Os astrofísicos realizaram essas medições a partir do Very Large Telescope (VLT) do Observatório de La Silla, no Chile, e do telescópio Subaru, no Havaí. Os conjuntos de galáxias, que se reúnem por meio da gravidade ao longo do tempo, em teoria não existiriam durante a primeira formação do Universo. 

No entanto, os resultados mostraram que as estruturas localizadas estão do mesmo modo como eram quando o Universo tinha apenas três bilhões de anos, ou seja, menos de um quarto de sua idade atual. Esses conjuntos de galáxias não são compostos por estrelas em formação, como se supunha, mas por estrelas de mais de um bilhão de anos unidas por uma nuvem de gás quente. 

Portanto, a conclusão da equipe de astrofísicos é que “os conjuntos de galáxias já existiam quando o Universo era muito mais novo”. “Se futuras observações encontrarem muitas mais, nosso entendimento dos primeiros períodos do Universo deverá ser revisto”, afirmou Gobat.


Nota: O Universo até pode ter os alegados bilhões de anos (o que não significa necessariamente que a Terra e mesmo o sistema solar devam ser tão antigos), mas não é a primeira vez que são encontradas galáxias “velhas” num Universo “jovem”, o que sugere que a teoria da evolução cósmica merece mesmo uma revisão. Creio que o Universo e suas leis foram criados em algum momento passado, com tudo funcionando perfeitamente desde então.[MB]


Michelson Borges


DNA do Orangotango é 97% Igual ao Humano. E Daí?

Um consórcio internacional de mais de 30 cientistas decodificou o sequenciamento completo do genoma de uma fêmea de orangotango de Sumatra, chamada Susie. Eles, então, completaram as sequências de outros 10 adultos, cinco de cada população. “Nós descobrimos que o orangotango médio é mais diverso, geneticamente falando, do que o homem médio”, relatou o chefe das pesquisas, Devin Locke, geneticista evolutivo da Universidade de Washington no Missouri. Os genomas de humanos e orangotangos se justapõem em 97%, enquanto que o de humanos e chimpanzés, em 99%, afirmou. Mas a grande surpresa foi que a população de Sumatra, consideravelmente menor, demonstrou ter mais variações no DNA do que seu primo comum de Bornéu. Embora perplexos, os cientistas disseram que isto pode aumentar as chances de sobrevivência da espécie. “Sua variação genética é uma boa notícia porque, a longo prazo, permite que mantenham uma população saudável” e ajudará a dar forma aos esforços de conservação, explica o co-autor do estudo, Jeffrey Rogers, professor do Baylor College de Medicina. [...]

Os cientistas também ficaram assombrados pela estabilidade persistente do genoma do orangotango, que parece ter mudado muito pouco desde que se ramificou para um caminho evolutivo separado [sic]. Isso significa que a espécie é geneticamente mais próxima do nosso ancestral comum [quem é ele mesmo?] do qual se supõe que todos os grandes símios tenham se originado, de 14 a 16 milhões de anos atrás [sic].

Uma pista possível para a falta de mudanças estruturais no DNA do orangotango é a relativa ausência, na comparação com os humanos, de marcadores genéticos conhecidos como “Alu”. Estes curtos segmentos de DNA compõem cerca de 10% do genoma humano - por volta de 5.000 - e podem aparecer em lugares imprevisíveis para criar novas mutações, algumas das quais persistem.

“No genoma do orangotango, nós encontramos apenas 250 novas cópias de Alu em um período de tempo de 15 milhões de anos”, disse Locke. Os orangotangos são os únicos grandes símios a viver principalmente em árvores. Na natureza, eles podem viver de 35 a 45 anos e em cativeiro, mais 10 anos. As [fêmeas] dão à luz, em média, a cada oito anos, o maior intervalo entre nascimentos entre os mamíferos. [...]


Nota: O foco não deveria estar nas semelhanças, mas nas diferenças entre humanos e símios (confira aqui). As semelhanças genéticas são realmente esperadas, já que humanos e macacos têm metabolismo, morfologia e fisiologia semelhantes. O curioso é que a alegada “pouca diferença” genômica confere aos humanos a capacidade de falar, escrever, compor sinfonias, estudar bioquímica e genética, ter pensamentos transcendentes sobre a vida e a morte, nutrir a espiritualidade, etc. Mas já que a intenção é enfatizar as semelhanças de genoma, é bom lembrar que essa semelhança genética não ocorre apenas em relação ao orangotango; animais sem “parentesco” próximo se assemelham muito a nós, do ponto de vista genético (confira aqui). E aí? Com relação à estabilidade do genoma do orangotango, se não fosse a mitologia evolutiva segundo a qual todos os seres vivos teriam evoluído de um ancestral comum (macroevolução), os cientistas darwinistas perceberiam que, na verdade, essa estabilidade é mais ou menos percebida em toda a coluna geológica: peixes, anfíbios, répteis, mamíferos e aves são perfeitamente identificados (sem seus esperados inúmeros elos de transição) de alto a baixo da coluna. Quando a ciência lida com fatos – o genoma de seres vivos, por exemplo –, percebe a estabilidade do patrimônio genético que sofre uma ou outra modificação sem ganho de informação (microevolução); mas, quando se aventura pelos meandros da ciência histórica (leia-se macroevolução/darwinismo), com base apenas em fósseis muitas vezes incompletos e muita, muita especulação, surgem as interpretações mitológicas.[MB]

ECOmenismo Chega aos Palcos da Europa

Já há algum tempo a discussão sobre a mudança climática chegou ao cinema e à televisão, principalmente na forma de documentários. Mas o palco de teatro ainda é território estranho para debates sobre o tema, apesar do grande interesse popular. Isto agora parece estar mudando. Ao menos na Europa. Na Alemanha, algumas peças já foram escritas, inclusive para o público infanto-juvenil. E na Grã-Bretanha, no próximo mês, duas grandes companhias de teatro estreiam em Londres textos que têm como centro a questão do aquecimento global. A primeira, “The Heretic” (“O Herege”, em tradução livre) será encenada pela Royal Court Theatre e terá como centro a vida de uma cientista, Dr. Diane Cassal, que se encontra em desacordo com a visão científica compartilhada pela maioria dos seus colegas. A sinopse da peça traz a questão: “Poderia a ideia de que o aquecimento global é causado pelo homem ter se tornado a religião mais atraente do século 21?”

A outra é “Greenland” (“Groenlândia”, em tradução livre) será encenada pela renomada Royal National Theatre e está sendo chamada também de peça/documentário. De acordo com o próprio site da companhia, o texto foi criado em conjunto por quatro dramaturgos que entrevistaram ao longo de seis meses figuras centrais do mundo das ciências, da política, dos negócios e da filosofia “em um esforço para tentar entender” o assunto “mais urgente da atualidade”. 

Esta não é a primeira vez que uma peça sobre o aquecimento desembarca nos palcos londrinos. Em 2009, “The Contingency Plan” (“Plano de Contingência”) fez relativo sucesso. Mas é a primeira vez na Grã-Bretanha que duas grandes companhias investem no assunto de maneira simultânea. 

E um artigo do crítico de teatro Robert Butler indica os prováveis motivos da demora da chegada do tema ao teatro no país. Segundo ele, primeiro, é necessário esclarecer conceitos relativamente complexos para um público leigo, problema enfrentando por qualquer dramaturgo que se aventure por temas do mundo das ciências. Mas além desta dificuldade, escrever uma peça sobre os efeitos das mudanças climáticas também impõe o desafio decriar tensão em relação a um evento que só acontecerá no futuro. 

O que acontece em lugares remotos, como a Antártica, pode alterar o rumo dos acontecimentos na Grã-Bretanha em algumas dezenas de anos. Nada imediato e local como o drama originado por uma guerra ou uma epidemia, por exemplo.

“Greenland” e “The Heretic” parecem ter superado esta primeira barreira, atraindo o investimento de duas renomadas companhias teatrais britânicas. Resta saber como o público vai reagir e que tipo de desdobramento o surgimento de peças sobre o aquecimento global pode vir a ter. Os textos vão incentivar mudanças de comportamento e assumir um tom de campanha, como acontece com vários documentários? Ou as mudanças climáticas servirão somente como pano de fundo para tramas convencionais?


Nota: É interessante notar a intenção de tornar mais popular a discussão em torno do aquecimento global e a possibilidade de que a iniciativa assuma “tom de campanha” para “criar tensão”. Mas o que me chamou atenção mesmo foi a peça “The Heretic”, já que ela procura revelar a “religião” (ECOmenismo) que se criou em torno do aquecimento global supostamente causado principalmente pelo homem. Note que o cientista que procura denunciar esses interesses escusos, “religiosos” por trás do assunto é considerado “herege”. Daqui a pouco, os céticos do aquecimento global antropogenicamente causado poderão ser chamados, também, de hereges, pois, embora concordem que a natureza deva ser preservada, discordam dos métodos de “salvamento” do planeta e dos interesses políticos/religiosos nos bastidores dessa grande encenação que cheira a engenharia social. Quem viver verá o gran finale desse drama.[MB]

Macacos, Sexo e Michelangelo

O pênis ereto de um gorila mede quatro centímetros. Foi por isso que nós fizemos a Capela Sistina, enquanto os gorilas só aprenderam a comer larvas de cupim. A teoria é do americano Jared Diamond, autor de O Terceiro Chimpanzé, que chegará no próximo dia 18 às livrarias brasileiras, publicado pela Editora Record. Jared Diamond é um misto de Charles Darwin com Carrie Bradshaw, a protagonista de Sex and the City. Se Carrie Bradshaw fosse uma gorila, ela poderia anotar em seu computador, como anotou Jared Diamond: “Por que os humanos copulam privadamente, se todos os outros animais sociais copulam em público?”

Segundo Jared Diamond, a espécie humana evoluiu a partir de seu comportamento sexual. Mais importante do que o tamanho de nosso cérebro – que é 10% menor do que o do homem de Neandertal – é o tamanho de nosso apetite e, principalmente, de nosso aparato sexual. De fato, se Carrie Bradshaw fosse uma gorila, ela jamais encontraria um Mr. Big.

Em O Terceiro Chimpanzé, Jared Diamond trata de outros temas, além da Teoria do Tamanho do Pênis. Ele trata também da Teoria do Tamanho dos Testículos, da Teoria do Tamanho dos Mamilos e, por fim, da Teoria da Ruiva Peituda.

Nas últimas décadas, a biologia se transformou numa Galápagos intelectual, em que darwinistas das mais variadas espécies competem entre si, apresentando teorias extravagantes para se adaptar ao ambiente editorial e televisivo. Os mais bem-sucedidos divulgadores do darwinismo vendem livros como se fossem larvas de cupim e ganham documentários produzidos pela National Geographic Society. Foi exatamente o que ocorreu com Jared Diamond. Se Stephen Jay Gould e Richard Dawkins podem ser considerados o albatroz e a tartaruga-gigante da Galápagos darwinista, Jared Diamond posiciona-se imediatamente abaixo deles, como uma iguana do evolucionismo.

Jared Diamond estudou medicina. Depois de uma viagem a Papua-Nova Guiné, em que conheceu os membros de uma tribo de homens da Idade da Pedra, ele converteu-se em ecologista, em pacifista e em autor de ensaios sobre a origem da humanidade.

O Terceiro Chimpanzé foi publicado nos Estados Unidos em 1991. Foi o primeiro livro de Jared Diamond. Nele se encontram praticamente todas as ideias que seriam desenvolvidas em seus trabalhos seguintes. Em Why Is Sex Fun?, de 1997, Jared Diamond ampliou sua Teoria do Tamanho do Pênis, constrangendo novamente os gorilas. Em Armas, Germes e Aço, também de 1997, ele tentou explicar por que, em nossa história, um povo sempre procurou exterminar o outro – tema da parte final de O Terceiro Chimpanzé.

Nosso DNA é 98,8% igual ao de um chimpanzé. Geneticamente, um chimpanzé é mais próximo de um homem do que de um gorila. Há o chimpanzé comum. Há o chimpanzé pigmeu. Para Jared Diamond, o homem é uma terceira espécie de chimpanzé. Somos ligados como Tarzan e Chita. Como foi que Chita conseguiu fazer a Capela Sistina? Qual foi o elemento que, em apenas 40.000 anos, possibilitou que a humanidade abandonasse as cavernas e desse seu “Grande Salto para a Frente”?

A resposta, segundo Jared Diamond, é a linguagem falada. O aparelho vocal humano, em algum momento de nosso caminho evolutivo, transformou-se, diferenciando-se do de outros primatas e permitindo que nossos antepassados pronunciassem e articulassem uma série de novos sons. Esses novos sons deram origem a uma língua comum, extremamente rudimentar, cuja raiz sobrevive até hoje, em particular na fala de Dilma Rousseff. Através dessa língua comum, passamos a transmitir uns aos outros conhecimentos que possibilitaram o desenvolvimento da agricultura, do pastoreio, da roda e do adestramento de cavalos.

Nada disso teria ocorrido, porém, se nossas necessidades sexuais fossem iguais às de um chimpanzé ou às de um gorila. Contrariamente ao que acontece com os outros primatas, “os pais humanos oferecem às suas parceiras muito mais do que o esperma”. De fato, eles cuidam de seus filhos e se responsabilizam por eles, a fim de garantir a disponibilidade sexual de suas mulheres. A linguagem falada, de acordo com Jared Diamond, desenvolveu-se no ambiente familiar. Em primeiro lugar, para determinar o papel de cada um de seus membros. Em segundo, para estabelecer normas e leis que assegurassem aos homens que seus filhos eram seus, e que eles herdariam seus bens.

Os evolucionistas debocham dos criacionistas, mas o Velho Testamento, ilustrado na Capela Sistina, já contou essa história. Veja o Pecado Original. Veja nossos antepassados sendo expulsos do Jardim do Éden e dando origem à sociedade humana. Veja Noé nu e embriagado. No fim de O Terceiro Chimpanzé, Jared Diamond vislumbra o apocalipse ecológico e nuclear. Isso também está no Velho Testamento, ilustrado na Capela Sistina, no Juízo Final. Sim: em 40.000 anos, nós, chimpanzés superdotados, conseguimos fazer a Capela Sistina. Mas chegará o dia em que voltaremos a comer larvas de cupim.

(Diogo Mainardi, Veja)

Nota: Cuidado, Mainardi! Ironizando o darwinismo desse jeito você comprará briga com a galera dos “meninos e meninas de Darwin” (como diria o Enézio), assim como atraiu a ira de grandes segmentos petistas. Você verá que os ultradarwinistas não empunham bandeiras vermelhas, mas podem ficar roxos de raiva quando é questionada a “maior ideia científica que a humanidade já teve”.[MB]

 

Uma Mulher, Duas Crianças e Um Cão

Parece o princípio de uma anedota, mas o que será reportado não tem nada de cômico. Chegamos a mais um marco histórico na nossa marcha para a diversidade sexual. Claro que “diversidade sexual” é apenas um eufemismo para a queda da moralidade até as profundezas do inferno. Krystal Violet Norby, mulher de 25 anos e proveniente de Minnesota, foi presa por ter alegadamente tirado fotos dela mesma enquanto tinha relações sexuais com duas crianças e um cão. De acordo com as notícias provenientes do escritório do Xerife do Município de Chisago [não confundir com Chicago], os detetives começaram a investigação depois que uma unidade da Child Exploitation, de Toronto (Canada), tê-los notificado de um caso de abuso que eles haviam descoberto por meio de uma rede de partilha de arquivos. Essa rede é conhecida pela rapidez na partilha da pornografia infantil.

Infelizmente para a Norby, a sociedade ainda não normalizou a pedofilia e o bestialismo, portanto, ainda há por aí muita pedofobia e muitabestialismofobia. Mas pode ser que quando ela sair da prisão, a “orientação sexual” dela (“imutável” como a homossexualidade, naturalmente) já faça parte do leque de comportamentos sexuais socialmente aceitos.

[No Brasil já existe a campanha] “Brasil sem homofobia”, portanto, pode ser que mais tarde os EUA comecem com “EUA sem pedofobia” ou “EUA sem bestialismofobia”.

Seria interessante ver que tipo de argumentos os esquerdistas usariam contra a senhorita Norby. Provavelmente seriam coisas deste tipo: “Isso está errado porque as crianças sofrem.” Não sabemos a idade das crianças, mas vamos assumir que sim. E depois? Alguns ateus usam o argumento de que a homossexualidade deve ser normal porque acontece entre os animais. Ora, também acontece entre os animais de os membros com mais idade se alimentarem dos mais novos, e, segundo já li, abusarem sexualmente de membros mais novos (alguns golfinhos fazem isso). Ser morto ou ser abusado sexualmente causa sofrimento, mas é “natural”. Uma vez que “acontece entre os animais”, deve ser normal, mesmo que cause “sofrimento” aos mais novos, certo?

Além disso, quem disse que o “sofrimento” é a base para classificar comportamentos? Por que não o prazer ou a satisfação? Sem Deus, não há forma de justificar uma sobre a outra.

“Os cães não consentem sexo com os humanos, portanto, não está certo.” As gazelas também não consentem que sejam devoradas pelos leões, mas acontece. Se acontece, então é normal (lógica esquerdista). Mais uma vez, a validade do “consentimento” é algo que não é possível de se justificar dentro da cosmovisão anticristã.

Conclusão: notícias desse tipo são coisas que nos deixam horrorizados porque crescemos numa cultura (ainda) judaico-cristã – na qual há regras clínica e socialmente saudáveis para o comportamento sexual. Mas, uma vez que a elite mundial declarou guerra à moral judaico-cristã, o que a senhorita Norby fez vai ser “normalizado” mais cedo ou mais tarde. [...]


Nota: Para muita gente, o(a) pedófilo(a) que centra sua atenção em crianças do mesmo sexo é homossexual. O que dizer disso? Clique aqui, leia a matéria e responda: Ela foi condenada por pedofilia com alguém do mesmo sexo: é homossexualismo ou não?

O Poder da Atração Feminina Exige Responsabilidade

Todo mundo já desconfiava, mas agora existe um estudo comprovando: os homens prestam menos atenção às notícias quando a apresentadora é atraente demais. Eles podem até deixar de zapear pelos canais para assistir ao programa da bonitona, mas não se lembram de quase nada do que ela falou. A rede de TV pode até ficar feliz com os índices de audiência trazidos pela bela apresentadora (ou pelas pernas dela), mas a população masculina deixa de ganhar informação. O estudo, feito por duas pesquisadoras da Universidade de Indiana, diz que a “ênfase naaparência sexy das apresentadoras dificulta a memorização do conteúdo noticioso”. Segundo elas, os mecanismos cognitivos dos homens favorecem o processamento da informação visual em prejuízo da informação verbal. E aí, algum homem se reconhece nessa descrição? Como mulher, posso dizer que já desconfiava de uma certa dificuldade dos homens de manter uma conversa, por exemplo, diante de um belo par de peitos ou coxas. Agora também sei que essa dificuldade se mantém quando a beleza está na TV e o sujeito até acha que está prestando atenção!

Para chegar a essa conclusão óbvia, as pesquisadoras Maria Elizabeth Grabe e Lelia Samson gravaram duas versões do mesmo telejornal com a mesma apresentadora, uma jovem de 24 anos. Na primeira, ela estava vestida de maneira sensual, com um blazer acinturado, uma saia que acentuava suas curvas, colar e batom vermelho. Na segunda, vestia um conjunto de blazer e saia largos e nada de maquiagem ou acessórios. Nas duas versões, a apresentadora foi filmada do meio da coxa para cima e anunciou as mesmas notícias. Então, as pesquisadoras dividiram aleatoriamente 400 voluntários, homens e mulheres, entre as duas versões do telejornal. O público depois teve que responder a quatro questões de múltipla escolha sobre a aparência da apresentadora e dez questões sobre o conteúdo das notícias. Os homens se lembravam menos quando a apresentadora estava vestida de maneira sensual – porque a informação visual tomava o lugar da informação verbal. [...]


Nota: Outra notícia, publicada no site R7, informa que uma dentista de Munique “anestesia” seus pacientes masculinos exibindo decotes generosos. Ela garante que quanto maior o decote da dentista, menos medo os pacientes sentem. Um dia, ao participar de uma Oktoberfest (a famosa festa de cerveja local), Marie notou que o decotão do vestido Dirndl (roupa tradicional das alemãs) atraía os olhares dos homens presentes. Ela então resolveu vestir suas funcionárias com a roupa típica e, assim, “anestesiar” os pacientes já na recepção. “A visão de decotes deixa os pacientes sedados e distraídos da dor bem mais rápido”, diz a dentista. Essas notícias devem levar os cristãos (especialmente as cristãs) a considerar o poder e a responsabilidade que têm. A poder de atração mútua entre os sexos é criação divina, mas o uso abusivo e indevido desse poder, aplicado sobre todas as pessoas que nos veem, é irresponsável e pode estimular pensamentos impróprios. Jesus disse que o adultério pode ser cometido ainda na mente, quando se alimentam pensamentos lascivos (cf. Mt 5:28). Sabendo disso, temos que cuidar para não facilitar as coisas para os adúlteros e adúlteras de plantão.[MB] 

Identificado o Relógio Biológico de Todas as Formas de Vida

Cientistas identificaram o mecanismo que controla o relógio interno de todas as formas de vida, o que segundo eles pode levar à explicação de doenças como diabete, depressão e câncer em pessoas que trabalham em regime de plantão. Os trabalhos das universidades britânicas de Cambridge e Edimburgo, publicados na quarta-feira na revista Nature, sugerem que o relógio circadiano (que marca ciclos de 24 horas) encontrado em células humanas é igual ao de algas, e existe há milhões de anos nas formas de vida terrestres [segundo a escala de tempo evolucionista]. No primeiro estudo, de Cambridge, os cientistas descobriram pela primeira vez que glóbulos vermelhos do sangue possuem um ritmo de 24 horas. Isso é significativo, disseram eles, porque sempre se imaginou que os ritmos circadianos estivessem ligados ao DNA e à atividade genética. Só que, ao contrário da maioria das outras células do organismo, os glóbulos vermelhos não possuem DNA. 

“As implicações disso para a saúde são múltiplas. Já sabemos que relógios perturbados [...] estão associados a distúrbios metabólicos como diabete, problemas de saúde mental e até câncer”, disse Akhilesh Reddy, que comandou o estudo. “Ao aprofundar nosso conhecimento sobre como o relógio de 24 horas funciona nas células, esperamos que as ligações [...] fiquem mais claras.” [...]

O outro estudo, de Edimburgo, descobriu um ciclo semelhante de 24 horas em algas marinhas, o que sugere que os relógios biológicos sempre foram importantes, mesmo para formas antigas de vida. 

Andrew Millar, que comandou esse estudo, disse que o trabalho mostra que os relógios biológicos estão sendo mantidos ao longo de 1 bilhão de anos de evolução [sic]. “Eles devem ser bem mais importantes e sofisticados do que percebíamos anteriormente”, disse ele, acrescentando que é necessário realizar mais pesquisas para determinar como e por que esses relógios se desenvolveram nas pessoas, e qual o papel deles no controle dos nossos organismos. 


Nota: É importante frisar que o último parágrafo dessa reportagem é pura especulação darwinista. Na verdade, essas pesquisas podem ser interpretadas de outra maneira: Deus criou nosso planeta para funcionar em ciclos de 24 horas (os dias da Criação tiveram também essa duração, contando a tarde e a manhã de cada dia). Os seres humanos precisam de repouso entre um ciclo e outro (o recomendado é de sete a oito horas por noite). E mais: não devemos esquecer que há também o ciclo de sete dias. Confira aqui.[MB]

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

A Neurociência da Espiritualidade

No filme Além da Vida, dirigido por Clint Eastwood, a jornalista vivida por Cécile de France é tragada por um tsunami na Ásia e quase morre afogada. Na iminência da morte, a personagem enxerga vultos de pessoas vagamente familiares sob uma luz difusa. Ao ‘voltar à vida’, tem a impressão de que acaba de passar por uma experiência espiritual e conclui ter antevisto o ‘outro lado’. Todo ano acontecem incontáveis casos assim: pessoas em risco de vida enxergam parentes e amigos envoltos em luzes ou têm a sensação de sair do próprio corpo. A ciência define essas experiências de quase morte como resultado da diminuição do fluxo sanguíneo no cérebro, o que provoca alterações momentâneas na mente. “Em casos de quase morte, os estados de consciência podem se misturar, provocando reações como paralisia e alucinações”, explica o neurocientista americano Kevin Nelson, autor do livro The Spiritual Doorway in the Brain – a Neurologist’s Search for the God Experience (O Portal Espiritual no Cérebro – a Busca de um Neurologista pela Experiência Divina, sem previsão de lançamento no Brasil).


Na obra, Nelson explica a ciência por trás das experiências de quase morte, mas não descarta o papel da fé e da espiritualidade. “Mesmo se nós soubéssemos o que faz cada molécula cerebral durante uma experiência de quase morte, ou qualquer outra experiência, o mistério da espiritualidade continuaria.” Em entrevista ao site de Veja, Nelson revela como nosso cérebro cria essas visões e diz que, apesar de tudo, ainda espera que exista vida após a morte.

Por que os relatos de pacientes que passaram por situações de quase morte são tão parecidos? 

Porque a causa é a mesma. A cada segundo, o cérebro regula a quantidade de sangue que circula dentro dele. Se o fluxo sanguíneo diminui, o cérebro encara isso como uma crise e aciona mecanismos que controlam a passagem entre os estados de consciência. Normalmente, nosso cérebro tem três estados de consciência: a vigília, quando estamos acordados, o sono leve e o sono profundo. O cérebro mantém esses estados bem separados. Mas o processo é diferente em pessoas que tiveram uma experiência de quase morte. Nesses casos, em vez de passar diretamente do sono para a vigília, o ‘interruptor’ pode misturar os estados de consciência. Ou seja, ela não está totalmente dormindo e nem acordada. Em um momento de crise, reações como paralisia e alucinações podem se manifestar.

Como o senhor explica a sensação de estar fora do corpo ou a luz no fim do túnel? 

Durante a experiência de quase morte, o sistema que ativa o sono pode ser estimulado, desativando a região do cérebro ligada à percepção espacial e causando essas experiências extracorpóreas. No caso da luz do fim do túnel, quando o cérebro é privado de sangue – o que pode ocorrer no caso de um desmaio ou parada cardíaca –, o fluxo sanguíneo também diminui nos olhos, o que pode dar a impressão de que há um túnel com luzes borradas.

Há alguma diferença entre voltar da morte e a experiência de quase morte? 

Para um neurologista, não existe essa opção de voltar da morte. Se o seu cérebro está morto, você está morto. Quando o cérebro morre é porque os neurônios morrem, as células nervosas morrem. O que acontece é que o cérebro pode continuar a funcionar com sua capacidade limitada. É como que só houvesse uma goteira de fluxo sanguíneo no cérebro. Em alguns casos, podem pensar que o paciente morreu, mas não é o caso. O cérebro continua bem vivo. 

A experiência de quase morte só ocorre em pessoas que passam por situações limite, de vida ou morte? 

Isso é interessante porque, na maioria das vezes, a experiência de quase morte é causada por um desmaio. Sabemos que um desmaio pode provocar uma experiência parecida com a de quase morte. Nos Estados Unidos, um terço da população vai desmaiar alguma vez na vida, o que faz a experiência de quase morte ou a experiência espiritual uma situação comum. Ao observar os registros médicos das pessoas que tiveram uma experiência de quase morte, apenas metade delas estava em perigo médico real. Outra metade pensou estar em perigo, mas não estava em uma situação médica grave. 

O senhor acha que ciência e religião estão se aproximando? 

Eu não acho que, nesse caso, a ciência e a religião estão em conflito. Na verdade, estou interessado em saber como o cérebro funciona. A ciência pode dizer como o cérebro funciona, mas não pode dizer por que ele funciona desse jeito [nem mesmo como ele “surgiu”]. Mesmo se nós soubéssemos o que faz cada molécula cerebral durante uma experiência de quase morte, ou qualquer outra experiência, o mistério da espiritualidade continuará existindo. E sempre haverá um espaço para a fé de cada um. 

Qual o futuro da neurociência da espiritualidade? 

Será muito empolgante. Hoje nós temos equipamentos para analisar o cérebro com os quais nem poderíamos sonhar há vinte anos. Podemos ver de perto como são as atividades cerebrais. Acho que a neurociência da espiritualidade ainda está no início e que descobertas muito empolgantes estão no nosso horizonte. 

Qual a importância de entender as funções neurológicas da espiritualidade? 

É muito importante. Ao entender como o cérebro funciona durante experiências significativas é que poderemos saber verdadeiramente o que significa ser humano, no sentido moderno.

O uso de drogas também pode provocar situações parecidas com a experiência de quase morte? 

Sim. Por exemplo, a quetamina, que é um medicamento utilizado rotineiramente como anestésico, pode causar experiência extracorpórea. Mas não existe uma única droga capaz de produzir todo o fenômeno do que pensamos ser a experiência de quase morte. Muitas pessoas têm experiência de quase morte sem ter nenhum tipo de medicamento em seu sistema.

Podemos dizer que o processo de experiência de quase morte é parecido com um sonho? 

A experiência de quase morte usa frequentemente alguns dos mecanismos utilizados nos sonhos. Mas não é correto comparar a experiência de quase morte com o sonho que temos toda noite. As alucinações do processo de quase morte podem parecer com sonhos lúcidos, que ocorrem enquanto as pessoas estão conscientes. [...]

O senhor acredita que existe vida após a morte? 

Eu realmente espero que exista.