quarta-feira, 13 de abril de 2011

Contratados Pelo Currículo, Demitidos Pela Atitude

É preciso que, antes de qualquer coisa, percebamos o efeito que nossos comportamentos estão tendo sobre as pessoas no ambiente de trabalho.

Diversos são os motivos que levam as empresas a demitirem seus funcionários. Uma pesquisa realizada pela Catho, em 2009, com 12.122 profissionais de empresas privadas de todo o Brasil, revelou os principais fatores para a demissão no país. Segundo o levantamento, dentre as cinco primeiras razões, três estão relacionadas à personalidade.

O estudo aponta que, além dos motivos relacionados à incompetência e à falta de resultados, também estão as questões comportamentais, como o mau relacionamento com o grupo, falta de dinamismo e inaptidão para a liderança. Se prestarmos a devida atenção à questão, podemos perceber que o fato tem grande relação com a falta de Inteligência Emocional.

Até o lançamento do livro "Estruturas da Mente", do psicólogo americano Howard Gardner, em 1983, para a grande maioria das pessoas, a inteligência era atribuída a pessoas com alto QI (Quociente de inteligência). Gardner confrontou este paradigma, mostrando em seus estudos que as pessoas são habilidosas de diferentes formas, e que nem todos aprendem da mesma maneira. Dentre as inteligências múltiplas apresentadas pelo psicólogo, as que tratam da capacidade do indivíduo se relacionar com as pessoas e consigo mesmo, somadas, resultam no QE, ou Inteligência Emocional.

Normalmente, o baixo QI tende a limitar o crescimento profissional, já o baixo QE pode destruir uma carreira, por mais alto que seja seu QI. As pessoas com pouca inteligência emocional têm um autoconhecimento limitado, e esse é o maior problema. Normalmente, este indivíduo não tem consciência de seus comportamentos, e tem dificuldade em avaliar o impacto que suas atitudes causam nos demais. Como consequência, costuma ser egocêntrico, lidar mal com o estresse, ter baixa tolerância a frustrações, além das outras questões comportamentais citadas na pesquisa como razões para demissão.




Konstantin Grebnev/ iStockPhoto




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É preciso que, antes de qualquer coisa, percebamos o efeito que nossos
comportamentos estão tendo sobre as pessoas no ambiente de trabalho 


Diferentemente do QI, que muda muito pouco na idade adulta, a Inteligência Emocional pode ser aprimorada. Embora não seja um processo rápido, o primeiro e grande segredo é o autoconhecimento. É preciso que, antes de qualquer coisa, percebamos o efeito que nossos comportamentos estão tendo sobre as pessoas, no ambiente de trabalho, e até mesmo na vida pessoal. Para isso, é essencial que se leve em consideração os feedbacks recebidos, seja de um superior, um subordinado ou de parentes e amigos.
Saber usar os pontos fortes, controlar os pontos limitantes, relevar os pontos fracos e persistir diante de frustrações são elementos que fazem parte das competências de um profissional com alta Inteligência Emocional. É importante ressaltar que isso não é importante somente na vida corporativa. Um alto nível de QE nos permite perceber melhor quem somos, estabelecer relacionamentos mais saudáveis com aqueles que nos rodeiam, e termos atitudes capazes de tornar nossas vidas muito melhores.

Você Sabe Como Pedir Aumento Salarial? Confira Algumas Dicas

Argumentos têm de ser consistentes e profissional precisa provar que desempenho foi superior Às expectativas.

Quem nunca quis pedir um aumento e não soube como? Essa é, realmente, uma situação difícil, seja para quem pede, seja para que escuta o pedido. Ambos, no entanto, precisam enxergar tudo com naturalidade. O profissional deve ter boas razões para convencer o chefe de que merece ter um salário mais alto. Já o gestor deve estar disposto a ouvir.

"A liderança analisa o desenvolvimento do profissional, os resultados alcançados na empresa através da sua atuação e como anda a sua qualificação. Atualização constante, novos cursos e participação em congressos podem ser diferenciais", aponta Mônica Veridiano, analista de recursos humanos da Global Network.

É fundamental que a situação do profissional perante a empresa seja favorável. Segundo Mônica, os objetivos traçados na contratação devem ter sido superados, não basta participar do crescimento da organização, tem que superar expectativas. "Para merecer um aumento, é preciso provar esse merecimento. Uma boa dica é pegar dados do crescimento da empresa, aumento do número de clientes, do faturamento e mostrar como o seu trabalho foi importante para estes resultados. Também é possível mostrar a evolução da sua equipe e novas ideias que você propôs e que deram certo", ressalta.

O ideal é se questionar se este é o melhor momento para fazer o pedido, para então marcar um horário para conversar pessoalmente com a chefia sobre o assunto. "Deve-se estar atento ao humor do chefe e a situação financeira da empresa, caso contrário o pedido de aumento pode se reverter para uma situação adversa. Por outro lado, o empregador deve estar preparado para responder se concederá ou não o benefício. Se a resposta for negativa é preciso ter argumentos consistentes e críticas construtivas para contribuir com o crescimento do profissional", explica.

Motivos pessoais, como 'meu custo de vida aumentou', jamais devem ser utilizados como justificativa para o pedido, já que a empresa não tem nada a ver com problemas pessoais de seus funcionários. Da mesma forma, ações que constituem obrigações profissionais devem ser excluídas da lista. "Chegar no horário, realizar tarefas de sua responsabilidade e nunca faltar ao trabalho são apenas requisitos básicos para serem vistos com bons olhos pela liderança, mas não servem como argumento para ganhar mais", considera a especialista.

Veridiano observa que se o motivo para pedir aumento foi o recebimento de propostas de outras empresas, oferecendo salários mais altos, isto deve ser esclarecido durante a conversa, mas não deve nunca ser usado como chantagem. "Caso a empresa não possa cobri-la, verifique se ela pode investir em seu crescimento profissional, através de cursos, treinamentos e MBA, por exemplo. Se considerar que o oferecido pela empresa não supre suas necessidades, então analise se não está na hora de avaliar outras oportunidades de trabalho", acrescenta. 

Dá Para Construir Uma Carreira a Partir de Um Hobby?

Viver de hobby como carreira pode despertar interesse em qualquer profissional, dos jovens aos mais velhos.

Depois de 15 anos em uma sólida carreira no mercado de comércio exterior, a administradora de empresas Camila Goulart interrompeu a trajetória por conta da maternidade.

Neste período, encantada com a possibilidade de contar histórias e guardar recordações, a administradora começou a produzir Fotolivros - livros customizados e impressos em qualidade offset, feitos a partir de imagens digitais selecionadas - de seus momentos com a família.

Camila mergulhou na ideia, tanto que aproveitou o novo hobby para transformá-lo em uma atividade remunerada. Nascia assim a Arte em Fotografia, empresa que a administradora toca com mais duas sócias.

Viver de hobby como carreira pode despertar interesse em qualquer profissional, dos jovens aos mais velhos. Porém, a profissão, embora seja desempenhada com um "carinho a mais", requer cuidados como qualquer outra.

 

Carreira

Para a professora do Proced (Programa de Capacitação da Empresa em Desenvolvimento), da FIA (Fundação Instituto de Administração), Dariane Castanheira, o sucesso dependerá de um planejamento prévio e, principalmente, da aceitação pública da atividade escolhida.

"Trabalhar com uma determinada tarefa que a pessoa faria sem custo algum pode parecer fácil, mas não é. Antes de tudo, ninguém tem como ficar sem dinheiro, o que remete planejamento e cautela", aponta Dariane.

Segundo ela, o profissional que escolher o hobby está sujeito a cair no esquecimento no caso de o seu produto não ter apelo nenhum. O ideal, explica a professora, é realizar uma análise mercadológica sobre preços, funcionários, equipamentos, entre outros.

 

Capacitação

Assim como em qualquer outra profissão, a pessoa não pode se expor ao mercado de trabalho se valendo, apenas, de conhecimentos parciais de sua área.

A aposentada Laurinda Moraes, 57, também encontrou no hobby a chance de uma nova remuneração e carreira. Os personagens dessa mudança foram o origami e a profissão de contadora de histórias.

Quando optou por dar essa guinada em sua vida, Laurinda recorreu aos cursos para se lançar ao mercado. "Os cursos foram essenciais para mim, pois não tinha tanta noção de como praticar ambas as atividades", conta a aposentada.

De acordo com a professora do Proced, a atitude de Laurinda é primordial para capacitar o profissional que vive de hobby. Dariane ainda recomenda para que as pessoas pensem além da especialização de suas atividades, as complementando com cursos de gestão e comunicação.

"Os cursos abrem um leque de possibilidades aos profissionais. Além disso, eles devem aproveitar a internet para o marketing dos negócios", conclui Dariane. 

O Que Querem os Jovens Profissionais Brasileiros?

Pesquisa revela preferências e objetivos de carreira da Geração Y no Brasil, e Nestlé aparece como a empresa mais desejada.

Como pensam os jovens profissionais brasileiros? Foi essa pergunta que conduziu a pesquisa "Millennials 2010", desenvolvida pela consultoria MPCO e a Projeto RH sobre as preferências da Geração Y no Brasil. Segundo o levantamento, a maioria pretende trabalhar nas áreas de marketing ou financeira. E se puderem escolher a empresa, a Nestlé será o destino mais procurado, à frente da Vale e a da Petrobrás, que ocupam, respectivamente, a segunda e a terceira posição. Google, Coca-Cola, Unilever e Johnson & Johnson aparecem empatadas na quarta colocação.

Realizado junto a 1.412 estudantes de graduação e pós-graduação de todo o país, com idades entre 21 e 29 anos, o levantamento teve como objetivo identificar as preferências da nova geração e mostrar como o comportamento destes jovens irá influenciar o ambiente de trabalho das organizações.

 

O que estudam os jovens que participaram da pesquisa?


29% — Administração

27% Engenharia
13% — Marketing
7% Direito
6%Economia
Composta por 77 perguntas, a pesquisa envolveu universidades de São Paulo (48%), Rio de Janeiro (23%), Belo Horizonte (12%), Porto Alegre (6%), Salvador (6%) e Curitiba (5%).
"A Geração Y como um todo engloba nascidos entre 1979 e 1994. Como o estudo tem foco na carreira, o levantamento foi direcionado exclusivamente aos jovens universitários ou que fazem pós-graduação em universidades de primeira linha", afirma Marcelo Pinheiro, diretor da consultoria MPCO.
A pesquisa foi dividida em quatro partes: expectativas e motivações em relação ao trabalho; o que os jovens valorizam nos modelos de gestão das organizações e em seus líderes; o que planejam fazer profissionalmente e pessoalmente nos próximos anos; e quais as organizações que mais os atraem.



 Francesco Ridolfi/ iStockPhoto




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Maior parte dos jovens entrevistados pretende
fazer carreira na área de marketing ou
financeira 


            Já com relação à empresa empregadora, a nova geração busca, em primeiro lugar, oportunidades de desenvolvimento de carreira. A harmonia entre vida pessoal e profissional é a segunda característica mais buscada por esses profissionais, seguida pela oportunidade de realizar projetos e atividades desafiadoras.
A pesquisa ainda avaliou o que a nova geração espera com relação ao comportamento de seu supervisor direto. A grande maioria quer um gestor que se preocupe com o crescimento profissional da equipe. Outras características importantes, na visão dos jovens, são o respeito e a valorização aos funcionários e o "saber ouvir".
"Esses resultados, como a preocupação com as oportunidades e com uma equipe de qualidade e um supervisor que seja um bom líder, provocam as organizações a repensarem seus modelos de gestão e a desenvolverem seus líderes frente a essas novas demandas da força de trabalho, de forma a manterem-se atrativas e competitivas", afirma Pinheiro.
Com relação às preocupações imediatas dos entrevistados, a grande maioria revelou ter interesse em investir em educação, seguido por poupar e economizar dinheiro e sustentar-se financeiramente.

Perfil dos jovens profissionais

5 anos e 4 meses — É a experiência profissional média
2 anos e 2 mesesPeríodo médio de permanência nas empresas
3,6 empregosÉ a quantidade de empresas diferentes pelas quais os jovens já passaram
44 horas semanais É o tempo que esses profissionais trabalham por semana, com exceção dos estagiários 

Confira Quais São Os 11 Principais Erros dos Novos Gestores

É comum que os novos gestores errem por falta de experiência ou por excesso de vontade de querer acertar.

Ser promovido a um cargo de chefia pode ser o desejo de muitos profissionais. Mas o tão sonhado posto pode virar pesadelo se a pessoa não souber gerenciar a sua equipe. Neste momento, é comum que os novos gestores errem por falta de experiência ou por excesso de vontade de querer acertar.

O coach-executivo da Alliance Coaching, Pablo Aversa, explica que os erros acontecem porque as pessoas que são promovidas a um cargo de liderança não recebem treinamento.

Para que isso não ocorra, ele indica que as empresas promovam treinamentos tantos externo como internos, contratem serviços de coaching ou ainda desenvolvam um programa em que gestores mais experientes compartilhem ideias e escutem os novos gestores.

"Escolher um mentor pode ajudar. Converse com alguém que você confie, pode ser da mesma empresa ou até mesmo de fora. Este mentor se sentirá lisonjeado. Dificilmente alguém negará ajuda", acrescenta.

Outra maneira de evitar erros é não ter uma postura preestabelecida em mente. Além disso, o novo gestor tem de ser humilde ao lidar com a sua equipe, ou seja, assumir que está aprendendo.

 

11 principais erros

Para ajudar nesta nova etapa da carreira, o especialista indicou os principais erros cometidos pelos novos gestores. Confira:

Considerar que você sabe tudo: mesmo que o profissional tenha total conhecimento de sua área, ele não sabe tudo, já que a parte mais importante do trabalho ele ainda não domina: gerenciar pessoas. Aversa aconselha que o novo líder ouça as pessoas que estão ao seu redor e procure saber a opinião delas;

Mostrar a todos quem está no comando: todos da sua equipe sabem que você está no comando. Não é necessário demostrar todo o tempo que você é o chefe. O fundamental é que o novo gestor faça a diferença;

Mudar tudo: só porque alguma atividade não é feita da mesma forma que você costuma fazer, não significa que necessariamente está errada;

Ter medo de fazer tudo: talvez você não tenha solicitado essa promoção e não esteja certo que poderá dar conta do trabalho. Mas não permita que isso faça com que você não exerça sua função da melhor maneira possível. Seus superiores não teriam colocado você neste cargo se eles não tivessem confiança que você pode dar conta do desafio;




 Jacob Wackerhausen/ iStockPhoto




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É comum que os novos gestores errem por falta de experiência ou por
excesso de vontade de querer acertar 


Não dedicar tempo para conhecer seu time: mesmo que você tenha trabalhado ao lado dos profissionais da sua equipe durante anos, isso não significa que você os conhece. Entenda o que os estimula, como motivá-los, o que os deixa apreensivos ou preocupados. Conheça-os individualmente, porque essa é a única forma pela qual você pode gerenciá-los de maneira eficaz. Lembre-se que sua equipe é o que irá fazer com que você se saia bem ou não no desafio de ser um bom líder. Dê a sua atenção e dedique tempo para eles;
Não perder tempo com o seu chefe: quem acredita que o chefe compreenderá que o novo gestor está ocupado e não precisa do seu tempo está enganado! Seu trabalho, da mesma forma como era antes de você virar um gestor, é apoiar seu chefe. Assegure-se que você dedica algum tempo para ele, para que ambos possam trocar informações e para receber direcionamento e treinamento;
Não se preocupar com problemas ou com funcionários problemáticos: você não pode mais evitar problemas ou acreditar que eles vão se resolver sozinhos. Quando algo acontece é a sua função descobrir a melhor solução e fazer com que ela seja executada. Isso não significa que você não pode pedir opinião ou apoio dos demais. Você é a pessoa que tem que garantir que a questão está sendo devidamente encaminhada;
Não se permitir ser humano: ser chefe não representa que você não pode rir, demonstrar emoções, ou mesmo cometer um erro ocasional;
Não proteger seu time: os profissionais de sua equipe receberão pressão de todos os lados. Outras áreas da empresa podem querer culpar você por interfaces frágeis. Seu chefe pode querer informar todas as funções desagradáveis no seu departamento. O departamento de Recursos Humanos pode decidir que o nível salarial das posições classificadas na sua área está super-estimado. É sua função defender o seu time e se assegurar que eles são tratados da forma mais justa possível;
Evitar responsabilidade por qualquer coisa: goste ou não, como gestor você é responsável por tudo o que acontece no seu time. Por isso, você tem de construir canais de comunicação de forma que não haja surpresas. Não tem jeito: a responsabilidade vai de mãos dadas com a autoridade conquistada;
Rotular gerações: outro erro comum é rotular as diferentes gerações que trabalham na empresa. Os gestores têm de saber aproveitar os diferentes tipos de profissionais. O mais importante é aprender a conviver, dessa maneira todos ganharão: a empresa, os profissionais e o chefe! 

Sem blá, blá, blá: No Currículo, Falta de Experiência Não Deve Ser Compensada com Enrolação

Especialista recomenda que o profissional chame atenção para o que tem, em vez de lamentar o que não tem.
Objetividade, clareza e persistência são vocábulos que precisam estar presentes na rotina dos jovens que buscam sua primeira oportunidade de emprego ou estágio em empresas. Muitas vezes, a falta de conhecimento específico ou experiência em determinada área deixam os profissionais em dúvida. Afinal, como se apresentar, montar um currículo e competir por uma posição, sem um histórico de carreira para apresentar?
Não faltam fórmulas prontas, orientações e recomendações sobre como o candidato deve se apresentar para as empresas na hora de conquistar sua primeira experiência profissional, mas é necessário ter critério.
Para a supervisora de processos seletivos especiais do CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola), Noely David, quando um candidato busca um estágio ou primeira experiência, deve, em primeiro lugar, ter em mente que este tipo de vaga não costuma cobrar uma experiência anterior, por isso, ainda que um ou outro concorrente por essa vaga já esteja no mercado, isso não é determinante. "É essa vaga que o candidato está visando que fará parte de sua formação inicial, dos primeiros ensinamentos. O candidato não deve se sentir mal por não ter grande experiência", garante Noely.



 Jon Schulte | iStockphoto




currículo




É necessário ter critério na hora de redigir o currículo 



Valorização
Segundo a especialista, ao buscar uma posição, "o candidato deve chamar a atenção para o que ele tem e não lamentar o que não tem. Destacar os cursos extracurriculares, os conhecimentos de informática, idiomas que está aprendendo, se já fez alguma viagem para o exterior. Também é importante destacar se fez algum trabalho voluntário, comunitário, mostrar seu envolvimento social, que é bem visto pelas organizações", explica Noely.
De acordo com a consultora, na montagem do currículo, não é recomendado que o candidato tente preencher espaços falando sobre características próprias ou aspectos que ele considera que o favoreçam na competição por determinada vaga. "Dizer o que acha de si é uma visão marqueteira. O conjunto de experiências, aprendizados e competências dará um indicativo de quem é o profissional. Afirmar que eu faço isso ou aquilo, sou desse jeito ou de outro, soa até um pouco pretensioso", afirma Noely.
Outra dica que pode ajudar quem não tem experiências é a criação de uma carta de apresentação, na qual o candidato faz uma breve explanação, com o envio do currículo. "Algo muito simples, se apresentando, mostrando que está interessado em estagiar ou trabalhar, se colocando a disposição para eventuais entrevistas ou contatos posteriores. É uma forma de distinguir a empresa para o qual o candidato está se direcionando", acrescenta a supervisora do CIEE.
Noely recomenda que os candidatos, experientes ou não, mantenham apenas uma versão, tanto de currículo quanto de postura nas entrevistas. "Quando convocamos uma entrevista, sempre vemos pessoas diferentes entre si. Não são melhores ou piores, apenas diferentes, mais ou menos próximos do perfil desejado por uma organização. Se, em determinada empresa, o perfil de um candidato não for o adequado, para outra pode ser, mas, se ele omitir ou distorcer informações, então estará restringindo suas possibilidades", alerta.
Mesmo para aqueles que não têm experiência, a supervisora defende que o currículo e a própria forma como o candidato se apresenta devem ser objetivos. 

sexta-feira, 11 de março de 2011

NASA Contesta Pesquisa Sobre Fósseis Extraterrestres

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A NASA manifestou-se em relação à alegação de um de seus cientistas de ter encontrado indícios de vida bacteriana extraterrestre em um meteorito. A manifestação da NASA não veio na forma de um comunicado à imprensa, como usual, mas de um curto texto no site SpaceRef. Veja a íntegra do comunicado ao fim desta reportagem, negando qualquer endosso da agência espacial ao trabalho do até então Dr. Richard B. Hoover - no blog NASA Watch, a agência nega que o pesquisador tenha um título de doutor, embora vários de seus comunicados anteriores tenham se referido a ele com o título de “Dr”. Foram publicadas também as primeiras manifestações de cientistas especialistas na área, comentando o artigo publicado por Hoover.

Há duas linhas principais de dúvidas em relação às alegações do pesquisador da NASA. A primeira é que o meteorito pode ter sido contaminado na Terra, uma vez que o Orgeuil caiu na França em 1864 e vem sendo manipulado desde então. A segunda é que as estruturas observadas podem não ser fósseis, mas simplesmente cristalizações minerais. Ambas as dúvidas, dizem os pesquisadores, só poderiam ser tiradas com mais informações e estudos do mesmo meteorito por outros especialistas. [...]

Iain Gilmour, da Open University, afirma que há evidências de contaminação em um outro meteorito condrito carbônico, o Murchison, que caiu na Austrália em 1969 - são conhecidos apenas nove meteoritos condritos carbônicos.


O maior número de especialistas foi ouvido pela revista britânica New Scientist, que dedica um longo artigo intitulado “Alegação de vida alienígena provoca guerra de lama”. Mas a reportagem não suja as mãos, preferindo listar uma série de especialistas que contestam o artigo em bases puramente científicas: a maioria afirmando que é mais provável que as estruturas fotografadas por Hoover sejam minerais, e não fósseis.

“Os cientistas estão agora debatendo se há evidência suficiente para aceitar que as estruturas filamentosas dentro dos meteoritos são, [1] como alega Hoover, organismos biológicos do espaço exterior, [2] se elas são na realidade bactérias terrestres que entraram lá depois que os meteoritos caíram na Terra ou [3] se nada mais são do que estruturas minerais que ocorrem naturalmente e que, para os olhos de um pesquisador ansioso, podem muito bem se parecer com bactérias. Até agora, o consenso é que a última dessas três possibilidades adere mais prontamente ao princípio da Navalha de Occam”, afirma a revista.

O princípio da Navalha de Occam propõe que, se há mais de uma explicação para um fenômeno, a mais simples será provavelmente a correta: “Se em tudo o mais forem idênticas as várias explicações de um fenômeno, a mais simples é a melhor.” [...]

Comunicado da NASA: “A NASA é uma agência científica e técnica comprometida com uma cultura de abertura com a mídia e com o público. Embora valorizemos a livre troca de ideias, dados e informações, como parte da investigação científica e técnica, a NASA não pode estar por trás ou apoiar uma afirmação científica a menos que ela tenha sido revisada por pares ou examinada por outros especialistas qualificados. Este artigo foi submetido em 2007 para o International Journal of Astrobiology. Contudo, o processo de revisão pelos pares não foi completado para essa submissão. A NASA também não tinha conhecimento do recente envio do artigo para oJournal of Cosmology ou da sua subsequente publicação. Questões adicionais devem ser endereçadas ao autor do artigo.” O texto é assinado pelo Dr. Paul Hertz, cientista chefe do NASA’s Science Mission Directorate, em Washington.


Nota: Que esse imbróglio sirva de lição para outros “pesquisadores ansiosos” e jornalistas afoitos, já que de vez em quando surge um meteorito candidato a transporte de vida extraterrestre. É muito bom a NASA admitir que possa haver contaminações e mesmo conclusões erradas sobre as amostras.[MB

Coincidências Genéticas e o Mito do Parentesco Evolutivo

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“Agora vamos fazer os seres humanos, que serão como Nós, que se parecerão conosco. Eles terão poder sobre os peixes, sobre as aves, sobre os animais domésticos e selvagens e sobre os animais que se arrastam pelo chão” (Gênesis 1:26, NTLH).

São frequentes as notícias veiculadas pelos diversos meios de comunicação tratando das semelhanças genéticas entre seres humanos e macacos. À luz do pensamento evolucionista, essas semelhanças genéticas indicam parentesco evolutivo entre ambas as espécies, ou seja, seres humanos e macacos descenderiam de um mesmo ancestral comum. Essa ideia amplamente divulgada depois do lançamento do livro A Origem das Espécies, de Charles Darwin, contrasta com a afirmação bíblica de que os ser humano foi criado originalmente à imagem e semelhança de Deus.

O pensamento evolucionista, dentro de certo limite, tem contribuído significativamente com o desenvolvimento de novas tecnologias e processos. A necessidade de desenvolvimento de vacinas, novos antibióticos, a possibilidade de se efetuar o melhoramento genético de uma planta ou um animal são alguns exemplos, os quais, aliás, estão também em acordo com os ensinamentos bíblicos. Mas essas contribuições advêm das afirmações que podem ser testadas em laboratório ou observadas nos diferentes fenômenos que ocorrem na natureza. Quando as afirmações estão situadas no campo das conjecturas, isto é, constituem opiniões fundadas em aparências, em possibilidades, hipóteses ou presunção (segundo os dicionaristas), elas causam grandes prejuízos não só ao desenvolvimento científico, mas à sociedade de forma geral. As argumentações evolucionistas que conflitam com o pensamento criacionista, e consequentemente com a Revelação Bíblica, situam-se no campo das conjecturas. 

A ideia de um parentesco evolutivo entre diferentes espécies em função das semelhanças genéticas existentes entre elas é uma dessas afirmações. É importante que se tenha em mente que não se questiona o método analítico empregado, ou os valores numéricos obtidos. Questiona-se, na verdade, o real significado desses números e o valor deles para se mensurar a “distancia evolutiva” entre duas espécies. 

Uma das noticias veiculadas no dia 26 de janeiro no site da Folha, intitulada “DNA de orangotango tem 97% de coincidência com o humano”, serve de ilustração para o que será discutido neste texto. Na notícia em questão, pode-se ler o seguinte: “Os genomas de humanos e orangotangos se justapõem em 97%, enquanto que o de humanos e chimpanzés, em 99%.” Em seguida, faz-se uma explanação no sentido de convencer o leitor de que esses números, expressos em forma de porcentagem, constituem uma forma de “evidência” inquestionável de que seres humanos e macacos tiveram um ancestral comum. 

O biólogo evolucionista Allan Wilson, juntamente com sua então estudante de graduação Mary-Claire King, em 1975, focalizando seus estudos nos chamados “genes de regulação”, publicaram na revista Science uma convincente argumentação de que seres humanos e chimpanzés difeririam em apenas 1% em seu material genético, o que, de acordo com o pensamento evolucionista, “evidenciava” o parentesco evolutivo entre as espécies. Desde então, esse tipo de raciocínio têm enchido páginas e mais páginas dos livros mais utilizados nas escolas e universidades, além de ser tema constante em programas, revistas e páginas eletrônicas de divulgação científica. 

Apesar das supostas coincidências genéticas entre seres humanos e macacos, essas duas espécies apresentam diferenças tão marcantes que somente nos últimos anos, em função das informações advindas do sequenciamento genético de várias espécies, têm sido mais bem compreendidas. Entre essas diferenças podem-se citar, por exemplo, os fatos de que macacos são imunes ao HIV e suas fêmeas raramente abortam, enquanto que os seres humanos podem caminhar perfeitamente em posição vertical. 

Os resultados advindos desses estudos surpreenderam os cientistas em pelo menos dois pontos. Em primeiro lugar, ao contrário do que se pensava, duplicações, perdas de genes, conexões alteradas na retransmissão das informações existentes no DNA, entre outras, desempenham papel muito maior na expressão das características de uma espécie do que se pensava antes. Em segundo lugar, como consequência do primeiro ponto, “qualquer tentativa de quantificar as diferenças entre seres humanos e chimpanzés é frustrada, não havendo nenhuma forma de se expressar a distância gênica entre dois organismos viventes”, afirma Jon Cohen, citando o zoólogo Pascal Gagneux, da Universidade da Califórnia, em artigo publicado no volume 316 da revista Science, de 2007, intitulado “Relative Defference: The Myth of 1%” (Diferença Relativa: O Mito do 1%).

Os interessados em conhecer mais sobre a impossibilidade de se expressar, em termos de porcentagem de coincidências genéticas, o parentesco evolutivo entre humanos e macacos, ou entre duas outras espécies quaisquer, além de ler o artigo de Cohen, também devem ler a revistaCiência das Origens, nº 13, disponível gratuitamente no site da Sociedade Criacionista Brasileira (www.scb.org.br), clicando no link “Publicações”, a qual traz o artigo “São os Chimpanzés 99,4% idênticos aos seres humanos?”.

O texto bíblico introdutório desta postagem informa que, assim como as demais formas de vida, os seres humanos foram criados por Deus. Além disso, os seres humanos, antes do pecado, eram “imagem e semelhança de seu Criador”. Essa explicação para o surgimento dos seres humanos faz parte da argumentação de muitos jovens cristãos dedicados e envolvidos com a obra e com sua fé. 

Por outro lado, nas aulas de Ciências na maioria das escolas e universidades são apresentadas aos estudantes explicações muito diferentes para o surgimento dos seres vivos. Com base nas ideias propostas por Charles Darwin em seu livro A Origem das Espécies, argumenta-se que sequências de incríveis coincidências, associadas às leis naturais, originaram todas as formas de vida, entre elas o ser humano. Este, por sua vez, seria o resultado de diferenciações que ocorreram há cerca de 4 milhões de anos, quando supostamente teria surgido o chamado “Gênero Homo”, do qual descenderiam os seres humanos modernos (Homo sapiens sapiens).

O que se tem observado, então, é que, diante das ideias apresentadas no parágrafo anterior, ao ingressarem nos cursos de Ciências nas escolas e nas universidades, muitos daqueles jovens cristãos dedicados e envolvidos nos trabalhos de suas igrejas tornam-se ateus convictos e negam a fé que por tanto tempo professaram em um Deus Criador. Diante dessa realidade, ficam evidentes duas grandes verdades. A primeira delas é que os argumentos e as assim chamadas “evidências” apresentados pelos simpatizantes das ideias propostas por Darwin são muito poderosos e convincentes, sendo capazes de em alguns meses abalar ou até mesmo destruir convicções que foram sendo formadas ao longo de alguns anos. A segunda é que a maioria das igrejas e as escolas confessionais, as quais se propõem ofertar a chamada educação cristã, não estão cumprindo seu papel de evidenciar aos seus educandos “os atributos invisíveis de Deus, assim como o Seu eterno poder”, nas “coisas que foram criadas”, conforme se lê em Romanos 1:20. 

Assim, as pretensas afirmações evolucionistas, fundamentadas em especulações e interpretações distorcidas da realidade, as quais são veiculadas pela mídia secular sensacionalista, têm sido mais convincentes aos olhos desta geração de que a verdade da Criação revelada na Palavra de Deus. É preciso que professores, pastores e demais envolvidos na chamada educação cristã despertem para a necessidade de oferecer sólidos argumentos aos educandos, os quais lhes proporcionem o desenvolvimento de uma base racional para a fé em um Deus Criador, a qual seja mais convincente que as tradicionais especulações evolucionistas presentes no campo das conjecturas.

Novo Devaneio Darwinista: Pênis Humano Tinha Espinhos

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O cérebro do homem é maior e seu pênis não tem mais as protuberâncias presentes entre os chimpanzés e outros mamíferos. Isso ocorreu devido à perda de sequências do DNA durante a evolução, segundo estudo publicado [na] quarta-feira (9/3). Tais mudanças poderiam, segundo os cientistas, ter favorecido a formação de casais monogâmicos e a emergência de estruturas sociais complexas permitindo criar os frágeis bebês humanos. Como aconteceu isso? É o que procura descrever Gill Bejerano (Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford, Estados Unidos) e sua equipe. “A morfologia simplificada do pênis” no homem teria favorecido “estratégias monogâmicas de reprodução entre os primatas”, revelam os pesquisadores na revista científica britânica Nature. A ausência na glande de protuberâncias de queratina, presentes entre muitos outros mamíferos, reduziu a sensibilidade tátil do pênis, e poderia aumentar a duração da cópula no homem, em relação a outras espécies, explicam.

A sequência de DNA perdida pelo homem desempenhava igualmente um papel no desenvolvimento de pelos. Uma outra região do DNA desaparecida no homem estaria próxima a um gene (dito supressor de tumor) que impede o crescimento de neurônios numa região particular do cérebro. Sem poder mais se expressar (produzir a molécula prevista), esse gene pôde contribuir para o desenvolvimento de um cérebro maior nos humanos. [Mas o cérebro humano não está diminuindo?]

A equipe de Gill Bejerano identificou 510 sequências de DNA ausentes no homem, mas amplamente conservadas entre os chimpanzés e outras espécies. Trata-se, essencialmente, de DNA que não fornece o programa de síntese de uma proteína. Esse DNA perdido servia para controlar a expressão de genes próximos envolvidos nos sinais hormonais e nas funções do cérebro.

A perda de pequenas sequências regulatórias, mais do que os genes que elas controlam, pode acarretar mudanças muito sutis. “A maior parte, não a totalidade, dessas regiões está igualmente ausente no genoma do Neandertal, o que indica que essas supressões de DNA aconteceram há mais de 500 mil anos” [segundo a cronologia evolucionista], precisa David Kingsley, um dos autores do estudo.

(UOL)

Nota: A pesquisa parte do pressuposto darwinista de que seres humanos e chimpanzés seriam parentes. Depois os pesquisadores perceberam que no homem falta um bloco não codificante do DNA presente no chimpanzé e interpretam, fazendo uso de pressupostos evolucionistas, que o ser humano perdeu esse gene. E se a interpretação dos fatos fosse outra? O ser humano pode ter sido criado qualitativamente superior/diferente dos demais animais. No ser humano, o sexo não depende de cio e não existe simplesmente para disseminar o “gene egoísta” por aí. Diferentemente da concepção darwinista minimalista e animalesca do sexo, segundo a Revelação Bíblica, o ato sexual é a união sublime entre homem e mulher (que se tornam “uma só carne”, nesse momento), não necessariamente apenas para procriar. Talvez resida aí o motivo para o fato de o sexo entre humanos ser mais prolongado e prazeroso para ambos os gêneros. Além disso, o volume de informações resultantes do sequenciamento genético de diferentes espécies tem revelado aos cientistas que muito pouco se sabe sobre a relação genótipo-fenótipo. Isso implica que ainda que seres humanos tivessem tal gene em seu DNA, não significa que expressariam o mesmo fenótipo, ou seja, não significa que teriam o pênis com protuberâncias como no chimpanzé! Mais um detalhe: ao que tudo indica, nova informação genética não surge do nada (sendo esse um dos grandes problemas para a origem da vida segundo a visão naturalista). O contrário disso ocorre, ou seja, perda de informação. Se ao longo dos supostos milhões de anos de existência a vida vem perdendo sequências do DNA (como essa que supostamente teria dado origem ao pênis liso humano), como explicar que ainda estejamos aqui com tantas perdas sucessivas?[MB]